© 2015 por Realmente Mulher

" Força e dignidade são os seus vestidos; Ela sorri diante do futuro"

Pv 31:25

As mulheres estão cada vez mais cansadas, estressadas e sobrecarregadas

03/05/2018

As mulheres estão cada vez mais cansadas, estressadas e sobrecarregadas devido aos vários papéis que desempenham durante o dia. Afinal, somos mães, esposas, donas de casa, profissionais, estudantes, filhas, avós, entre tantos outros papéis

Pesquisas da psicologia apontam que as mulheres de hoje são mais infelizes do que as mulheres de antigamente.  Mas afinal de contas, porque isso está acontecendo?

 

Bom, se pensarmos nas nossas avós/ bisavós vamos perceber que elas tinham muito bem definido o que elas seriam: Donas de casa e Mães. Com raras exceções a mulher conseguia sair do que lhe era pré destinado e fazer outras escolhas. Mas e o papel de esposa? Sim, nossas avós e bisavós também eram esposas, mas para serem boas esposas bastava que fossem boas donas de casa e mães, não é verdade? Hoje, sabemos que ser esposa também exige outros atributos e responsabilidades, que na sociedade moderna não estão incluídos nos papéis de mãe e dona de casa.

 

Com a revolução industrial, o feminismo, a invenção da pílula anticoncepcional e outros acontecimentos, a mulher começou a traçar uma nova história e as possibilidades de escolha de futuro se abriram! Sim, nós conquistamos, lutamos e gritamos a nossa liberdade! Uhu! Hoje, finalmente, nós podemos ser o que quisermos.  Planejamos carreiras, quantidade de filhos, optamos em casar ou não e tantas outras coisas.

 

Isso não é maravilhoso? Mais ou menos...O  que nós achávamos que seria a nossa liberdade e independência, na realidade está nos causando um grande sofrimento interno. "E agora? Como vou dar conta de tudo e ainda ter tempo para mim?" Sim, diante do leque de possibilidades que surgiram diante dos nossos olhos, nós ingenuamente criamos expectativas muito altas em relação a nós mesmas. Como se fosse possível sermos mulheres maravilhas!

 

E como a mídia nos ajuda, não é verdade? A Giselle Bundchen que o diga: Linda, modelo bem sucedida, filantropa, rica, morando em uma mansão com um marido maravilhoso e ainda mãe de 2 adoráveis crianças.  Você já imaginou quantas mulheres já desejaram ser ela? E não precisa desejar para se sentir todos os dias bombardeada com vários exemplos de super mulheres que aparentemente "dão conta de tudo".

 

Sim, como a nossa expectativa está muito alta ficamos cada vez mais amigas daquele famoso sentimento que se chama CULPA. Quem é mãe sabe do que eu estou falando: qual é um dos principais dilemas da maternidade? Se a mãe trabalha fora sente culpa em deixar o filho na escola e se não trabalha fora sente culpa por não contribuir com a renda familiar e assim por diante.

 

E no meio de tantos papéis e culpas nós mulheres corremos um grande risco de nos perder. Então, a maioria de nós chega na frente do espelho e diz: "Quem é você? Será que é isso que eu gostaria de ter me tornado?".

 

E esse foi o caso da Rosa. Quem é a Rosa? A Rosa era minha paciente clínica. Uma mulher de sucesso, profissional muito bem sucedida, que trazia o sustento para sua casa. Em meio a muito stress foi parar algumas vezes no psiquiatra, inclusive teve que tirar algumas licenças em determinadas fases da sua vida devido a um esgotamento emocional por causa do trabalho. Mas nada podia fazer ela parar, só que a vida sempre nos prega algumas peças e com ela não foi diferente. A Rosa passou por uma situação tão marcante que a fez repensar suas prioridades e escolhas. E sim! Ela percebeu que era infeliz! Então resolveu largar a carreira de sucesso, ajudar seu marido no negócio dele e se dedicar ao papel de mãe.

 

Estou falando que você deve largar a sua carreira? De jeito nenhum! O que quero dizer é que a Rosa fez suas escolhas, ela priorizou o que é mais importante para ela no momento. E talvez essa seja a grande sacada que nós mulheres precisamos entender: "Eu posso ter prioridades".

 

O poder da escolha está em nossas mãos. Sim, nós podemos escolher o que no momento faz mais sentido para nós e nos organizar conforme nossas prioridades. Não precisamos desempenhar todos os papéis com perfeição o tempo todo, podemos escolher aqueles que são mais relevantes para nós.

 

Essa simples postura de entender que, se você fizer tudo ao mesmo tempo, algo será negligenciado pode fazer uma grande diferença no seu dia-a-dia. Já que dificilmente você vai conseguir dar conta de tudo não é melhor optar conscientemente por alguns papéis em detrimento de outros?

A Rosa aprendeu a altas custas o que era realmente importante para ela. E agora, eu quero falar com você, minha amiga leitora: "Não espere algo trágico acontecer com você para que você repense sua vida. Se encontrar, olhar para dentro e buscar sentido para vida é algo que você pode praticar hoje e agora."

 

Mas para fazer isso, a jornada do autoconhecimento é imprescindível. Que tal começar?

 

Daniela Knapp Vargas

Psicóloga Clínica e Coach de Mulheres

CRP 08/16950

Atendimento presencial em Curitiba PR

Agendamento de consulta: (41) 9 9944-9346

Site: www.realmentemulher.com.br

Facebook: www.facebook.com/realmentemulher

Instagram: Psicóloga Daniela Knapp

E-mail: psicologadanielaknapp@gmail.com

 

Assuntos:

Please reload