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" Força e dignidade são os seus vestidos; Ela sorri diante do futuro"

Pv 31:25

Pais também praticam bullying com os filhos

08/11/2016

Geralmente ouvimos falar no bullying praticado nas escolas por colegas ou amigos da criança. Mas esse problema pode ultrapassar as fronteiras da educação  e ser um problema doméstico também. Ou seja, os pais também podem facilmente ultrapassar o limite do bom senso na hora de criticar um filho.

 

O bullying acontece quando  uma pessoa toca no ponto fraco da outra pessoa e ativa ainda mais um defeito, ridicularizando, excluindo e fazendo com que ela se sinta inferior. Os pais praticam o bullying quando começam a criticar um filho repetidas vezes.

 

Falar palavras duras ou taxar um filho de "burro", "mal educado" ou simplesmente "briguento",  "teimoso", "difícil" e "agitado" pode trazer duras consequências para esse filho, que tem a tendência de reproduzir aquilo que os pais estão falando, a fim de suprir as erradas "expectativas" desses pais.

 

 

 

Mas porque os pais praticam bullying com os filhos?

 

Os pais tem a tendência natural de educar os filhos através da sua própria experiência. Lembrando das atitudes dos próprios pais é que é construída a identidade paterna/materna diante dos filhos. Enquanto filhos, olhamos para os pais como exemplos de uma história que queremos reproduzir ou não.

 

No caso de haver uma identificação, as atividades paternais são reproduzidas ou repetidas de maneira muito semelhante ao modo de cuidar recebido. Essa afirmação vale tanto para comportamentos bons, como para ruins. Por exemplo, pode-se repetir as brincadeiras que seu pai fazia, seu amor e carinho. Mas também pode-se repetir sua ausência, amargura ou descontrole.

 

De outro lado, também pode ocorrer uma identificação negativa, que são os comportamentos que não se quer repetir. É aí que mora o perigo, pois reações comportamentais compensatórias podem acontecer.

 

Mas o que é esse comportamento compensatório? É uma maneira de compensar aquilo que se sofreu na infância. Por exemplo, se a pessoa sofreu de negligencia na infância, poderá se tornar um pai superprotetor. Se sofreu agressões, pode ter muita dificuldade em corrigir. E assim por diante...

 

Assim, por contestar e criticar o modelo ao qual foram submetidos, surge uma nova forma de agir rígida, que se contrasta com o modelo recebido e que pode ser tão prejucial no relacionamento pais e filhos, quanto repetir o mesmo comportamento. Esse funcionamento não é nada saudável.

 

Por mais que os pais falem "não quero fazer com os meus filhos o que fizeram comigo" a verdade é que muitos pais acabam fazendo sem perceber ou fazendo totalmente o contrário, sem conseguirem agir com equilíbrio e ponderação.

 

Analisar e refletir a própria história como filhos é de suma importância para que se desenvolva uma paternidade sadia, sem o aprisionamento de modelos. Gerar a própria identidade como pais pode contribuir muito para o amadurecimento e crescimento pessoal, refletindo em escolhas saudáveis para os filhos.

 

As críticas e modelos pejorativos podem ter origem, portanto, na falta de afeto recebida ou em alguma expectativa frustrada dos pais. Por desatenção e falta de observação das próprias atitudes muitos pais reforçam os comportamentos não adequados dos filhos.

 

Quais as consequências do bullying para os filhos?

 

As críticas e comentários pejorativos podem minar a autoestima dos filhos, que muitas vezes não tem discernimento para entender que os pais podem estar errados no que falam. Muitos podem crescer se sentindo incapazes ou agindo da forma com que os pais estimularam.

 

A criança que sofre de bullying pode apresentar: baixa autoestima, sensações de raiva e medo, pesadelos e insônia, depressão e ansiedade, desconfiança nas relações sociais, sentimento de culpa por ser agredido, problemas de saúde e reprodução da própria violência que sofre com outras pessoas.

 

Como reverter a situação?

 

Para evitar o bullying os pais devem educar os filhos potencializando o seu melhor e neutralizando o pior. A educação deve ser baseada nas qualidades dos filhos. Se os pais elogiam e valorizam as qualidades, os defeitos acabam perdendo a força.  Assim, os pais incentivam o bom comportamento dos filhos, que naturalmente se esforçaram para conseguir mais elogios e serem bem vistos pelos pais.

 

A dificuldade de muitos pais está em perceber a qualidade dos filhos. Afinal, como elogiar se eles estão fazendo tudo errado? Se estão se comportando mal ou se poderiam fazer alguma atividade melhor? Isso acontece porque naturalmente olhamos mais os erros do que os acertos, mas com o tempo é possível aprender a focar mais nas qualidades. Talvez no início o esforço seja maior, mas depois a atitude se torna mais natural.

 

É essencial que os pais entendam o peso das palavras sobre a formação da personalidade dos filhos. É essencial não confundir o que os filhos fazem ou como eles agem com quem eles são. 

 

 

Daniela Knapp Vargas

Psicóloga Clínica e Coach de Mulheres

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