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" Força e dignidade são os seus vestidos; Ela sorri diante do futuro"

Pv 31:25

O casamento e a chegada do primeiro filho

21/09/2016

A chegada do primeiro filho no sistema familiar traz uma mudança muito significativa para a vida a dois e toca na subjetividade e no significado que cada um dos cônjuges atribui a esse momento.  De certa forma, a gestação e o nascimento de um filho são compreendidos como um momento de mudanças intrínsecas e inevitáveis no relacionamento conjugal. 

 

Ao se tornarem pai e mãe, o casal assume novos papéis sociais que podem exigir uma adaptação de suas identidades individuais e uma readaptação da sua identidade como casal. Sendo assim, a chegada de um filho é um momento de transição profunda que representa uma mudança complexa na perspectiva de vida.

 

A alteração desses papéis e a maneira como o casal vai  acomodar esta terceira pessoa  na família vai depender da forma como encaram esse momento de mudança. E o modo como esses pais se adaptam está totalmente ligado a maneira que está estruturada a relação conjugal, ou seja, casais bem ajustados tendem a passar por esse momento de uma forma mais tranquila. Mas não se engane! Mesmo o casal mais perfeito pode sofrer tensão na transição para a parentalidade devido as pressões psicológicas e sociais e também pelo impacto emocional gerado.

Segue algumas dicas em relação aos impactos sofridos pelo casal:

 

  • Ajuste do casal para a chegada do filho

 

Tanto o homem como a mulher sentem uma imensa ansiedade sobre a responsabilidade de cuidar de uma criança. Porém, os dois vivenciam a chegada do primeiro filho de forma diferente. Por mais igualitário que o casal tenha a intenção de ser, percebe-se uma diferenciação muito clara entre o papel de mãe e o papel de pai.  As mulheres tendem ao cuidado, à maternagem, enquanto os homens se preocupam mais com o sustento e com a provisão financeira.

 

Nos primeiros dias de vida a mulher experimenta uma fusão muito forte com o bebê e essa fusão é extremamente necessária para descoberta um do outro. É uma fase de alegrias e empolgação, mas ao mesmo tempo de muita insegurança e medo. É nesse momento que o pai se sente deixado de lado, pois a mãe e o bebê criam uma relação muito próxima devido a amamentação e ao vínculo afetivo construído durante toda a gestação.

 

Apesar de muitas vezes não perceber e se sentir deixado de lado em algumas situações, nessa fase o pai tem uma função essencial que é a de proteger essa relação, trazendo tranquilidade ao ambiente familiar, cuidando para que a mãe e o bebê não sofram tanta interferência externa e voltando sua atenção a essa mãe, que muitas vezes passa despercebida pelas outras pessoas, mas que está precisando de muito cuidado e afeto nesse momento tão delicado.

 

A mãe, por sua vez, deve facilitar a aproximação do pai com o bebê.  Deixando que o pai faça suas próprias tentativas, permitindo que ele cometa os seus próprios erros e que participe ativamente do dia-a-dia com o bebê.

 

  • Acordo nas tarefas de educação dos filhos, nas tarefas financeiras e domésticas

 

É extremamente importante que o casal entre em acordo em relação a todas as responsabilidades a mais que envolve o ter filhos. Tarefas financeiras e domésticas devem ser divididas antes da chegada do bebe.  A chegada de um filho muda totalmente a rotina da casa e se as tarefas estiverem organizadas, com certeza trará um ambiente mais tranquilo para toda a família.

 

A maneira como a educação dos filhos é feita varia muito de família para família e por esse motivo é muito importante que os pais entrem em acordo. A tendência dos novos pais é sempre reproduzir a educação que receberam de suas famílias de origem e isso pode gerar um choque muito grande no casal, quando se percebe que suas famílias são totalmente diferentes nesse quesito.  Algumas famílias são mais carinhosas, outras mais distantes, algumas mais rígidas, outras mais tranquilas. É por esse motivo que o casal deve encontrar a sua própria maneira de educar os filhos, entrando em um acordo sobre suas expectativas em relação a como fazer isso.

 

  • Realinhamento dos relacionamentos com a família, incluindo a adaptação dos papéis de pais e avós

 

Geralmente é no momento que o bebê nasce que as discordâncias entre mãe/filha e sogra/nora começam a se tornar mais evidentes. Nesse período, a nova mãe está descobrindo a sua própria maneira de maternar, enquanto os avós tem a tendência de querer ajudar com a sua própria opinião e jeito de criar esse bebê, pois julgam ter mais experiência no assunto em questão.

 

Para não acontecer um mal-estar na família é importante que desde cedo seja estabelecido os limites e permissividades dessa relação. Os avós precisam acima de tudo respeitar a autoridade estabelecida pelos pais, mesmo sem concordarem.  E os novos pais precisam aprender a sinalizar esses limites e ao mesmo tempo permitirem que esse vínculo entre avós e bebê seja estabelecido.

 

O casal deve aprender a se preservar e cuidar para que o filho não se torne o centro da família. Sempre que possível é importante que se crie momentos a dois e que haja sempre o diálogo aberto para que não aconteçam brigas frequentes por desacordos na maneira de educar os filhos. O casal sempre deve ser prioridade, para que os filhos cresçam em um lar que sempre expresse amor, segurança e tranquilidade à criança.

 

 

Daniela Knapp Vargas

Psicóloga Clínica e Coach de Mulheres

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