Balanço do final de ano: O que é realmente importante contabilizar?

O balanço nada mais é do que uma prática do mundo corporativo, em que um inventário anual inspira a contabilidade da empresa.  Mas será que podemos fazer a contabilidade de nossas vidas da mesma maneira que uma empresa mede seus ganhos? A realidade é que agimos como se fôssemos apenas máquinas produtivas, nos reduzindo ao que ganhamos ou produzimos, como se nossa vida fosse apenas realizar investimentos, cumprir metas e fazer construções.

 

Quantos sonhos realizamos, quanto conquistamos, que metas atingimos... É assim que geralmente medimos os anos que se passam.

 

Não estou dizendo aqui que você não pode fazer uma retrospectiva de 2015 e pensar naquilo que conquistou. Pelo contrário, acho até que essa reflexão é válida.

 

Mas uma vida que se mede somente dessa maneira é uma vida muito pobre.

 

Sim, somos mais do que a contabilização de metas e conquistas atingidas!

 

O que acontece é que quando nos concentramos no material e naquilo que nos proporciona um estado de felicidade imediata, incentivamos o individualismo e deixamos dimensões importantes como a solidariedade e o afeto de lado, por exemplo. Uma avaliação pautada nas conquistas nos impulsiona a comparação e a competição.

 

O mais interessante é que o discurso que sempre ouvimos é que "é melhor ser do que ter",  discurso esse que muitas vezes não sai do papel,  uma vez que nossas atitudes tem se voltado para o que conquistamos e deixamos de conquistar:  uma casa, um carro, uma promoção, um aumento de salário, uma viagem.... tudo isso é sempre visto como algo positivo. Mas até que ponto as nossas conquistas nos tornaram pessoas melhores?

 

Quero convidar você a refletir que os momento que muitas vezes julgamos como positivos no ano que se passou não nos acrescentaram sentido ao que somos.  A superficialidade das coisas conquistadas, muitas vezes, impede o amadurecimento e o encontro com o que realmente necessitamos, com nossos desejos mais profundos e íntimos.

 

As experiências mais fundamentais que precisamos vivenciar como pessoas do amor, do encontro face a face com nosso semelhante, da liberdade, do sentido da vida e da busca pela nossa identidade são banalizadas em detrimento daquilo que obtivemos e atingimos.

 

Em contrapartida, na maioria das vezes, os momentos que julgamos muito ruins nos tornam mais valorosos como pessoas do que aqueles que julgamos serem bons. O problema é que a tristeza, a perda e a dor  são vistos pela sociedade como significado de derrota e de fracasso. É algo terminantemente proibido de se postar nas redes sociais!

 

A verdade é que é na crise que achamos motivos para mudanças e os momentos ruins que passamos nos proporcionam reflexões e transformações muito mais significativas no nosso interior do que momentos em que tudo vai bem.

 

Com as crises e os momentos ruins aprendemos a nos reinventar, olhamos para a vida de outra forma e entendemos que mais do que conquistar coisas, o importante é viver o presente e estar presente,  construindo sentido e buscando valores de vida junto daqueles que amamos.

 

É assim que trocamos a contabilização de metas e conquistas por uma auto avaliação de valores muito mais profundos e duradouros. Valores esses que não podem ser vistos, nem exibidos, muito menos calculados pois dizem a respeito aquilo que nos constitui como pessoas.

 

E que 2016 traga à tona o que nós temos de melhor!

Feliz ano novo!

 

Reflexão: Que bagagem você vai levar para a jornada de 2016?

 

 Daniela Knapp Vargas

Psicóloga Clínica e Coach de Mulheres

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