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" Força e dignidade são os seus vestidos; Ela sorri diante do futuro"

Pv 31:25

Cuidado ao tentar agradar os outros

02/12/2015

Existem pessoas que na sua história aprenderam que agradar é uma maneira de serem aceitos pelos outros. Essas pessoas são recompensadas através do reconhecimento e elogios, pois  tem prazer em ajudar, em deixar tudo em harmonia e dificilmente se envolvem em discussões.

 

A grande questão é que por trás dessa necessidade de agradar, existe uma grande necessidade de ser aceito pelos outros. Ou seja, quanto mais essa pessoa agrada, mais tem chances de ser recompensada com um sorriso ou um elogio, por exemplo.

 

Não há nada de errado em agradar, todos nós gostamos de agradar quem amamos: nossos maridos, filhos e amigos. O problema está em ser escravo desse comportamento. Pessoas com esse padrão de comportamento tendem a aceitar fazer coisas que não gostam apenas para não desapontar os outros, como por exemplo: sair com os amigos sem sentir vontade, aceitar fazer algum trabalho que não gosta pelo bem da equipe....

 

No fundo o importante para essa pessoa é a aprovação dos outros e a felicidade dos outros, deixando de lado suas próprias vontades, desejos e gostos. Com o passar do tempo, sem essa pessoa se dar por conta, ela perde a graça na vida e se sente sufocada por criar um ambiente repleto de coisas que não gosta de fazer.

 

Esse padrão de comportamento coloca a pessoa em uma situação de risco, uma vez que gera ansiedade e stress, podendo levar a doenças mais sérias, como a depressão, por exemplo.

 

Mas como eu posso identificar que tenho esse perfil?

 

O melhor a fazer é observar o próprio comportamento. Se você cede na maior parte do tempo, tem dificuldades de dizer  "não" mesmo em situações que a prejudiquem e não consegue discordar das outras pessoas, é sinal de que algo está errado.

 

Outra observação importante que você pode fazer é perceber se essa condição de agradar, geralmente vem acompanhada de expectativas em relação ao outro, como: receber reconhecimento, ser elogiada, ser vista como uma pessoa indispensável. Essa necessidade de reconhecimento também é um fator determinante em pessoas com esse perfil.

 

Como posso mudar? Alguns passos...

 

1. Reflita

 

Descobrir que você tem esse perfil não é das tarefas mais fáceis, exige muito autoconhecimento. Nesses casos a psicoterapia é super indicada, uma vez que o processo pode ajudar a perceber o motivo que te leva a ceder na maior parte do tempo.

 

2. Descubra-se

 

Pense naquilo que você gosta de fazer, independentemente do gosto das outras pessoas. A dica aqui é fazer uma lista de atividades. Inicialmente pode ser um trabalho difícil, mas com o tempo, você pode ir aumentando a sua lista, uma vez que você passará por situações no seu dia-a-dia que farão você refletir sobre o assunto.

 

3. Recupere a Autoestima

 

É importante reconhecer que você tem o direito de fazer coisas que os outros talvez não gostem. É impossível agradar os outros o tempo todo e tudo bem se não agradar.

 

4. Diga "não"

 

É necessário perceber que dizer um "não" em determinadas situações é saudável para todos. No início pode ser que muitas pessoas irão estranhar sua nova atitude, mas com o tempo você vai perceber os benefícios de, algumas vezes, dizer "não". O medo de ser rejeitada, mal entendida ou criticada também vai passar.

 

Dizer "não" realmente é algo muito difícil e nem todos encaram essa negativa da mesma forma. Por isso é importante que antes de dizer "não" você reflita sobre o contexto e a situação que se encontra. Por exemplo, emprestar dinheiro para um amigo pode ser prejudicial tanto emocional como financeiramente. Já no contexto de trabalho você deve ter mais cuidado, mas é possível dizer não em diversas situações.

 

A chave de tudo é equilibrar sua individualidade com a individualidade do outro, buscar o consenso o respeito pelo que o outro é, representa e significa para você. Sem deixar a sua identidade, objetivos pessoais e sonhos de lado.

 

Para refletir: Quais são os teus sonhos?

 

Daniela Knapp Vargas

Psicóloga Clínica e Coach de Mulheres

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